terça-feira, 17 de novembro de 2009
Lubricezas
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Inspiro. Prometo. Nada me compromete. Esfinge. Que coisa, nada parece simples?! Que ódio. Investigo. A visão de carne e polpa, textura sexual se esvai, graças ao bom Deus. Ainda permanece informe. És um homem afinal, mas não existe além de fotos. Que nojo.
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Não, não persevere. Nada quero à noite. Me incomoda, o cheiro estranho, a forma não usual, a dureza nada tênue. Desista. Estou morto pra ti, esqueça-me, sou um louco. Um vadio onanista entre muros de uma rua deserta. Tenho taras. Afaste-se. Vou te engasgar...
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Sabes bem que gozar é uma resolução. Que faremos agora, além da garganta seca, do cansaço meio frustrante? Sente-se. Coma alguma coisa. Tarde alguma nos entenderá. O lençol encharcado, lavarei. O látex, dissolverei. O cheiro estranho só é estranho agora. Ele me trouxe até aqui.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Resoluções
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Lúdico 2
Foi o que sobrou do passado, eu estava pronto.
Magro, mas perfeitamente manipulável,
ele não me imagina como presa ou picolé,
parece que ele me tem como uma viagem esquecida.
Ainda sou papel de pão,assim.
Sem aqueles papos de amor (que coisa
cultural) ou paixão rósea sangrando...
Sem bocas que me lembrem Jeff Stryker ou
que desviem a Ted Colunga.
Sem nada que lembre o rosto ou a manhã
ou qualquer coisa enxuta que não um projeto
(fomos todos um projeto).
Longe de minha culpa, amei sozinho.
Amei como se come e se deseja estar sozinho.
Final óbvio:
Minha vida poderia ir-se pela dele
pero descobri que mesmo
a morte pode ser em vão.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Links
http://jornalplasticobolha.blogspot.com/2009/10/nightwork-um-poema-de-sebastiao-ribeiro.html
http://jornalplasticobolha.blogspot.com/2009/10/novidade-ou-na-falta-de-um-poema-mais.html
http://jornalplasticobolha.blogspot.com/2009/05/blog-post.html
Ipês
Outubro. Anos e anos passaram por ele. Eu mesmo fui um ano inteiro a esperar pelo seu Sol, púlpito de nostalgias (seja lá onde isto seja). Um ano inteiro é um túnel onde me arrasto e a cabeça sobe intermitentemente pelas horas modificadas em unidades sóbrias e burocráticas, chamadas meses. De hora em hora espero um mês chegar. Vão-se todos. Ficam os ipês. Os ipês e seus outubros, suas costas, seus empecilhos. O outubro de dois mil e oito foi romanticamente especial, não pelos corpos, mas pela vida mesmo. A natureza é algo imenso e assim me calaria. Entretanto, à plena voz, luzes e luzes vindas de troncos pálidos e ásperos enchiam minha cabeça de coisas, coisas poéticas. Os ipês são parte completa de uma lembrança chamada símbolo; o símbolo é coisa que arde n'algo chamado referência. E referência é constante que busca sentidos, sentidos vários a algos de infância e juventude arenosa. Muitas vezes estes sentidos são somente devaneios ou partes perdidas de anseios velhos; e de tudo isso, como um segredo, revelo a todas as pontes e a todos os homens que um ipê florido e quente numa tarde de outubro é um ser em seu sentido amoresco.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Aguardem os ipês...
Ontem assisti ao Fahrenheit 9/11, e se não fosse pra fazer um artigo de faculdade, isto "daria samba", ah, com certeza. Emoções multiformes tomaram conta de mim. Nem sei se deveria tecer algum comentário sobre, pois pareceria que eu deixaria escapar tanto lirismo por aqueles mortos e desesperados no Iraque ou por aqueles soldados desavisados, iludidos por um presidente, que sendo presidente ou não, sendo um Messias ou um Papa, sendo uma árvore ou um vulcão, ele não passa de um perdido. Não por favor, mundo, de perdidos já bastam nós.
Antes que forças externas tomem conta de mim (isto é, corpo e função), escreverei. Escreverei de uma maneira minha desafiando mesmo o bom senso; vida nenhuma encontra o bom senso no desespero ou na angústia, ou na indecisão e no êxtase. Perdidos, é o que parecemos. Aqui em meu canto, desconhecido das altas esferas políticas e comerciais, ainda sou somente um rapaz pobre que mora longe, feio também, mas isto absolutamente não é pertinente. Pertinente é a viagem de minha mente (e muitas vezes do meu corpo) no clímax de um texto, especialmente quando eu o produzo; pertinente é cair em marasmo quando o corpo não aguenta tanto conhecimento. Pertinente é reunir meia dúzia de malucos como eu que discutem ou inventam literaturas, idéias, sonhos, vontades.
Igor, um amigo meu, destacou n'A Hora da Estrela, de Clarice, que o narrador, o Rodrigo S.M, escreve por não ser somente um acaso como Macabéa. Entretando ele soube transformar o mundo macabeano num épico triste de proporções modernas, miúdas, cinzas, mas pertinentes! Sou assim também. É pra isso que muitas vezes o mundo cai lá fora. Preciso perceber-me.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Quieto
Surgido do nada (não derivado ou proposto) estão o poema, o sono, a esperança. Não se sabe donde vêm, mas estão bem postos em qualquer lugar, sim, estão. É a marca da vida. E também é a marca do que se joga ou espera. Escrever coisas óbvias é se jogar; sibilinar os algos é esperar.
Entretanto, entre este ou aquele, não serei eu quem sobrará. Do lixo do mundo basta eu, com minhas insinceridades e minhas perdas, diria, aleijões. Pensando melhor, não é que eu seja mentiroso e tal, talvez tenho me colocado como vítima desta época.
É tempo de se calar. E ler, ler, ler até a vergonha na cara se tornar máscara. E meu silêncio gestará a beleza, que cairá como saliva dos dentes. Fazendo-o com o risco de cantar somente a cala. E cantá-la no invisível, invisivelmente.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Experiência da ausência
Leiamos: corpo morto, mas inteiro, cheio de podridão e paraíso, mas silente. Silente como uma rosa. Eis que a rosa diz mais, posto que explode em vermelho significativo. Mas, e o cara que escreve? O que dele sobra? Dele sobra o terreno informe onde cresceu a rosa. Vejamos o dele se percebe:
Expressando matematicamente o que ocorre, todos perceberão a pressa de uma vida em se expressar e tornar perfeito o canto de todo um espírito, o espírito de um Respondente, como Whitman sugere. Fechei minhas mãos e abri os olhos para poder ler Rilke. E me calei. E agora sei que me calarei onde e até for possível, que minha tristeza ainda assim é uma rosa de vermelho significativo.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Sem técnica
Flores de ipê finalmente
em setembro
inventadas nos braços
sem motivos fantásticos
sem formas de aço.
Sem anjos, meu bem,
sem espelhos.
Sem positivismos
- estamos aqui porque
fomos sementes.
Sem estragos, amor,
posto que minha boca
não queima em calar-me
a dizer-te 'amor',
e isto e em todo canto
parecerá
uma mentira.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Selo Vale a pena acompanhar este blog!

Fui indicado pelo amigo Shintoni do Duelos Literários a este selo que de algum modo me familiariza com os leitores. Muito obrigado a todos que acompanham meu blog, nem imaginei tal. Mas devo responder algumas perguntas pelo regulamento para aceitação do selo:
1.Por que resolveu criar um blog?
Porque sentia necessidade de me expressar de uma outra forma que não fosse somente o formato poemático, além da vontade que eu tinha em escrever sobre outros temas que não se adequavam a uma estética deste tipo, mas de fato a poesia é maior, em prosa ou verso. Sem contar que estava cansado de ser um poeta no escuro. Gosto de compartilhar até certo ponto minha técnica e visão poética, o poeta tem de ser livre e sua poesia também. Com moderação e contexto, claro.
2.O que te dá mais prazer blogar?
Aquilo que mexe com a cabeça das pessoas, algo como diz minha amiga Ana, inesperado. Mas pretendo sempre de alguma forma mesclar aspectos pessoais de vida de todos, incluso óbvio a minha. Se cheguei a este ponto, creio que não cabe a mim dizer.
3.Qual o assunto que você mais gosta de postar?
A vida.
4.Por que escolheu esse nome para o blog?
Sebastião Ribeiro é meio sisudo, e como estou me expondo de alguma maneira no blog, preferi ser somente S. S. Ribeiro, com orgulho do sobrenome underlinezado pela poesia.
5.Você costuma visitar outros blogs?
Claro, principalmente de amigos, mas muitas vezes encontro algo interessante fora do círculo comum, como vocês verão.
*******Creio que devo indicar seis blogs. Aqui estão:
DUELOS LITERÁRIOS: www.duelosliterarios.blogspot.com - O BLOG QUE ME DESCOBRIU!
BLOG DO BOLHA: www.jornalplasticobolha.blogspot.com - O BLOG QUE ME EXPÔS!
NENHUMA BORBOLETA AZUL: www.nenhumaborboletaazul.blogspot.com - ESTE RAPAZ ME CONHECEU NO BLOG DO BOLHA E ASSIM FIQUEI SABENDO QUE ELE É MUITO ORIGINAL.
PROSOPOEMA: www.prosopoema.blogspot.com - O SENSUALISMO DESTA MENINA ME FERVE!
IGOR PABLO: www.igorpablo.blogspot.com - ESTE MENINO ESTÁ COMEÇANDO E PELO QUE SEI, PODERÁ VIR A SER UM POETA ESPECIAL... DEEM-LHE TEMPO!
C E N T R A L D A P O E S I A: www.centraldapoesia.zip.net - APESAR DE ESTAR DESATUALIZADO, OFERECE BOM PANORAMA DA POESIA CONTEMPORÂNEA MARANHENSE, ALÉM DE CONTAR COM TEXTOS DE GRANDES POETAS ADMIRADOS.
E é isso. Até sermos nós mesmos em breve!