quarta-feira, 16 de setembro de 2015
sábado, 5 de setembro de 2015
sábado, 8 de agosto de 2015
nada
por
Sebastião Ribeiro
e você contido em minha sozinhez não percebe do que sou feito não aparta nem espera que eu te diga como um segredo: se me conhecer melhor que eu não ficarás aqui
sonhos com partes falsas, papéis invertidos... você vezenquando coaduna e coadjuva quando me lembra de amores ou de coxas tesas... me quer mais que a mim enquanto sou peça única que não pode se dizer feliz
não há proveito em violar esta rosa em busca da sobra -- o perfume não-quisto. desista. sou um portal tridimensional de algum filme vazio: meus caminhos, eu indico
não há proveito em violar esta rosa em busca da sobra -- o perfume não-quisto. desista. sou um portal tridimensional de algum filme vazio: meus caminhos, eu indico
sexta-feira, 31 de julho de 2015
civilidades/ a beleza/ ciranda
por
Sebastião Ribeiro

Queridxs, desejo compartilhar com vocês algumas de minhas últimas produções (inéditas) -- estão no Caderno-revista 7faces, edição nº 11. Para ler ou baixar o caderno, clique AQUI. Curtam!
domingo, 26 de julho de 2015
busca ou achado
por
Sebastião Ribeiro
terça-feira, 14 de julho de 2015
κάϑαρσις
por
Sebastião Ribeiro
[das palmas, escamas brancas: fáceis deslizes mortos na perda leve-as opostas às vias da queda já que me amo torto e te vejo fio pênsil motivo no grão que me há e ressurge cego me lambe o olho só quero minhas linhas de novo mantenha os papéis e nos ouça colher a falta tocar tambores]
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| Catarse. Oriebiro |
fosse um vício seria desejo fosse desejo seria obsessão fosse obsessão seria fome fosse fome seria ânsia fosse ânsia seria insônia fosse insônia seria noite fosse noite seria onda fosse onda seria lonjura fosse lonjura seria espuma fosse espuma seria fervura fosse fervura seria vibração fosse vibração seria música fosse música seria descoberta fosse descoberta estaria morta
rip susumu yokota
sexta-feira, 26 de junho de 2015
constituição
por
Sebastião Ribeiro
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| o encanto sozinho está nos outros meninos, não mais nesse... |
constituição
o encanto sozinho
aqui dormido
saltou dos olhos antes
que pudesse sorrir
no fim dos dedos, precipício:
cantar não ajudou o amargor de
meu sangue tornado estranho vinho
mas me fez enxergar o dito:
teus conselhos me voam
me fizeram
vespeiro vazio
ainda que exista ordem na biologia
do cético surgir do clímax
da aflita corrida das formigas
sou fruto de terra em espera no caos
a chance orgulhosa de esquecer o pecado
& morto enfim quando neguei os heróis
(RIBEIRO, Sebastião. &. São Paulo: Scortecci, 2015)
sábado, 6 de junho de 2015
junho
por
Sebastião Ribeiro
com sorte terás sorte terás amor terás sucesso terás terás o ouvido e o olho do mundo te calcando de beijos e fazendo dourado pronto e ofertado como mártir pela fé no shopping center e da beleza de pedra esquecida na câmera do celular com sorte com sorte baby jesus will be back e poderás perguntá-lo o que fazer com os 360 meses que faltam para quitar o apartamento e por que o doce feroz de um sentido desconhecido não te pousou a vida provável que o que nunca foi um profeta como eu te entregue um espelho e fuja tonitruante e triunfal na última cena de um filme pelo qual alguém ganhou um oscar e saia desesperado em sua ferrari 612 scaglietti na infinita highway deste mundo após este mundo sumindo na curva onde david bowman sentiu o gosto de seu fim
sexta-feira, 8 de maio de 2015
translação
por
Sebastião Ribeiro
por vinte e sete anos carrego esse globo de vidro ou quartzo que me nega o devir. ainda que abismal e estrelado, dentro de mim o globo gira. diria que é na verdade um planeta que deixa seus continentes caírem assim que vira sua face a um sol. diria que, ainda que negro, habitado por serpentes, irrigado por veias de fúria, vida surgiu. ainda que nele ninguém exista a gritar seus deuses, o tempo passa.
vezenquando o globo guarda em espera a chama eterna que o fará microscópico. mas enquanto arde a chama, um galho adoecido se importa em surgir e inventa uma flor que nada sabe de latrocínios. ou imposto de renda. uma brisa em pensamento se esquece e qualquer coisa vibra sem aparecer, como sinais de rádio. já poderia ser dia nesse lugar confuso que ignora e recebe entendimentos de podres coitados -- perdidos, numa rocha molhada e grávida de anseios.
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| from 2001: A Space Odyssey |
sexta-feira, 3 de abril de 2015
polaroid do espelho
por
Sebastião Ribeiro
tonto. um dia te viraram a cabeça e te fizeram bobo. tonto. talvez não sejas. tonto. eles é que não conseguem escutar o fino deboche. eles não conseguem segurar o coração que escorre pela manga da camisa. tonto. seria a química imposta do pão branco e do óleo de soja? seria a falta de algum elemento aos anos onívoros? quem morreu e te fez rei? tonto. talvez a mão tremente. talvez o sorriso quebrado. talvez o olhar 'tome no cu' que te guarda de um jeito que nem a mãe conseguiu. mas eles ainda te vêm assim. tonto. morno. fácil. pífio. talvez a mente sóbria é que te invente essas coisas. provável. o que pensam de você = não é seu problema. truísmo, fato. mas o espelho não te nega. os óculos sempre tortos também. planos bem certinhos guardados em algum sovaco bem intencionado já não te prendem. fujamos. quebremos. atiremos. mas mas. portanto concluímos. tonto. te sobras seres tonto. é o mundo que gira e foge ao teu soco. é este espaço de coisas novas que nada te contam. nada te apaixona. para um jardim vertical és bastante bailarino. o vento não te esquece. tonto.
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